Crise estimula empresas a investirem mais em TI, revela pesquisa

Postado por admin Em 19 janeiro 2010 Não Cometada

A tecnologia da informação ganhou mais importância dentro das empresas com a crise econômica e deverá receber mais investimentos em 2010 para reduzir custos operacionais. A constatação vem de um estudo realizado pela Accenture com a Economist Inteligence Unit (EIU), envolvendo 550 executivos. Entre estes, a maioria, ou 72%, disseram que esta área está mais valorizada em suas corporações e 61% esperam que o orçamento para o setor aumente.

A pesquisa abordou executivos de diversas indústrias nos Estados Unidos, Reino Unido, Irlanda, Alemanha, França, Espanha e Itália. O objetivo era medir a mudança de atitude em relação aos investimentos de TI  e saber qual a resposta das companhias para crise financeira mundial.

De acordo com o levantamento, os executivos que não são de TI estão mais propensos em investir em tecnologia do que aqueles responsáveis pelo segmento nas companhias. Entre os entrevistados, 61% esperam um aumento nos investimentos (entre os profissionais de TI, 47% esperam um aumento seletivo e 10% num aumento geral nos gastos).

A redução e controle dos custos continuam a ser um fator chave para as decisões de investimentos e os entrevistados identificaram três medidas que são efetivas para alcançar esse objetivo. Uma delas é garantir a estabilidade e relevância para os negócios dos requerimentos do projeto. A outra é a substituição ou racionalização dos sistemas existentes. A terceira é o movimento das plataformas abertas.

A grande maioria dos executivos (81%) revelou que atualmente está sob pressão para entregar projetos mais flexíveis.

Prioridades e métricas

Entre as prioridades de projetos para esse ano a principal é a necessidade de virtualização e consolidação dos servidores. Os gerentes de negócios (44%) acreditam que a virtualização é tão importante como as interações com os clientes e serviços. Os gerentes de TI esperam um investimento significativo para o e-business (32%) e projetos de SOA (31%).

Cerca de três quartos dos executivos utilizam métricas financeiras, de produtividade ou progresso para medir a performance e os benefícios dos investimentos em tecnologia.

Adicionalmente, 27% dos executivos de TI agora usam uma metodologia específica ou estrutura de governança para analisar os impactos para os negócios dos seus investimentos. Entretanto, em metade dos casos estudados, as métricas estão ainda apenas parcialmente implementadas.

fonte: computerworld

8 dicas para o melhor uso do BI que já existe na empresa

Postado por admin Em 8 janeiro 2010 Não Cometada

Diante da limitação de recursos imposta pelo desaquecimento econômico, os gestores estão se apoiando como nunca em ferramentas de business intelligence (BI). Os executivos estão usando estas soluções para obter economia operacional e focar nas estratégias de produtos. “A situação difícil pela qual passam alguns dos nossos clientes acelerou a tendência de retorno ao BI”, concorda Nick Millman, diretor sênior de serviços de gestão de informação da consultoria Accenture.

Os modelos de negócio precisam refletir estas mudanças de estratégia, observa Bill Hostmann, analista da consultoria Gartner. “Para serem eficazes, os decisores precisam contar com os modelos de informação certos”. As organizações de TI, contudo, não têm demonstrado pressa para comprar novos software de BI ou criar data warehouses. Em vez disso, estão se esforçando para fazer render ao máximo as ferramentas já implementadas na empresa. “As organizações estão procurando utilizar soluções que possuem, em vez de comprar hardware e software adicional”, explica Millman.

Ou seja, otimizando recursos que estão em casa é possível conseguir uma solução de BI que cabe no orçamento. Executivos que seguiram este caminho dão oito dicas para extrair mais vantagens das ferramentas existentes.

1 – Consolide suas ferramentas
“Em geral, as pessoas têm mais ferramentas do que precisam, o que pode desviar o foco”, diz Anthony Abbattista, vice-presidente de soluções de tecnologia da seguradora Allstate Insurance. As organizações acabam tendo “grupos diferentes de pessoas fazendo análises semelhantes com ferramentas diferentes”, o que gera uma confusão desnecessária. Abbattista recomenda que as estruturas se consolidem. “Empregue o número mínimo de ferramentas necessárias para executar o trabalho”.

2- Deixe o comando a cargo do negócio

A retração econômica ressaltou a importância das companhias aplicarem a tecnologia de BI para resolver os problemas certos. As organizações de TI ainda caem na armadilha de colocar a tecnologia em primeiro plano em vez de criar modelos capazes de responder às necessidades evolutivas do negócio, afirma Millman, da Accenture. Trabalhe junto ao negócio antes de desenvolver novos modelo de informação.

Para começar, tenha uma visão clara de como a informação vai gerar valor para a organização, aconselha Millman. “Pense nas intervenções no negócio que você espera obter das ferramentas de BI. Entenda de onde virá o benefício para o negócio e, então, configure as ferramentas e os processos”.
Na Allstate, há duas áreas de interesse: gerenciar índices de sinistro/despesa e mensurar a eficácia do call center. “Selecionamos especialistas nas ferramentas e nos métodos e os colocamos junto com o pessoal de negócio para descobrir alvos de alto valor”, diz Abbattista.

Segundo ele, nas empresas maiores existe a tentação de se fazer coisas demais com BI. Concentrar-se em um número menor de ferramentas ajuda a resolver este problema. Além disso, os gestores precisam priorizar o que for mais importante. “Os últimos tempos trouxeram para o centro do palco a ideia de mensurar bem um número menor de coisas”, observa Abbattista.

3 – Novos mercados pedem novos modelos de dados
De acordo com Hostmann, do Gartner, muitas organizações estão passando por uma grande mudança de estratégia: de ofertas de produtos de alto valor a ofertas de produtos de baixo custo. Entretanto, as companhias que não podem competir no mercado de baixo custo precisam descobrir um meio de galgar a cadeia de valor – e, para chegar lá, estão usando ferramentas de BI.

Foi o que fez a Creativity. A companhia combateu a tendência à “commoditização” em seus mercados principais recorrendo ao pacote de BI IBM Cognos 8 para identificar e desenvolver produtos de alto valor que não poderiam ser facilmente “commoditizados” por seus concorrentes da arena de baixo custo. O ponto de partida foi adquirir dados transacionais de varejistas nos segmentos de brinquedos, moda e acessórios e acrescentá-los ao data warehouse existente para analisar tendências atuais de compra. Neste processo, também foi usado o software de previsão SmartForecast,  da Smart Software.

Toda essa análise resultou em produtos mais “orientados para o design e a moda”, tais  como uma linha de bonecas de papel baseada no popular programa de televisão Project Runway. Tudo indica que a estratégia está dando certo. Os produtos voltados para moda e outros exclusivos da Creativity passaram a ser a parte dominante do negócio – acima de 50% – e contribuíram para uma proporção ainda maior de suas margens, revela Mulholland.

4 – Centralize a business intelligence
Para ajudar a identificar as áreas de interesse certas, Mulholland, da Creativity, montou um centro de análise de excelência, um grupo formado por representantes de diferentes partes do negócio, desde vendas a operações. “Você está empenhado em elevar o QI de cada membro da companhia em termos de conhecer as principais métricas do negócio e mensurá-las com precisão, no tempo certo e em todas as áreas do negócio”, afirma.

A Creativity desenvolveu conjuntos de ferramentas e modelos de lucratividade comuns aos grupos de vendas e finanças. Relatórios são encaminhados aos desktops e visualizados em aplicativos dashboard. A partir daí, os usuários podem entrar e fazer análises mais abrangentes.

A IBM está promovendo centros deste tipo junto aos seus clientes Cognos para criar um conjunto padronizado de modelos na organização por meio do uso das ferramentas de business intelligence existentes. Um conjunto comum de dashboards de BI desenvolvido para um departamento, por exemplo, pode ser estendido a outros. Assim, novos grupos não têm que reinventar a roda e estão prontos para operar mais rapidamente.

As ferramentas de BI também estão sendo subutilizadas. As partes interessadas na área de negócio talvez vejam BI mais como uma ferramenta de relatório e análise voltada a TI do que uma ferramenta de negócio. Ou as ferramentas são valorizadas apenas por TI e um ou dois outros grupos, como finanças.

5 – Acrescente dados ao data warehouse
Quando se trata de data warehouse, a recessão econômica atual é uma ótima oportunidade para a organização rever o que está perseguindo e colocar mais dados de operações de negócio no funil a fim de obter economias adicionais. Mas é necessário ser muito seletivo quanto ao que será acrescentado, orientam os especialistas.
Milley sugere adicionar dados de call centers, web logs ou outras fontes. A pergunta que as companhias precisam fazer nestes tempos é: “O que será que eu tenho que eu posso colocar no data warehouse a um custo relativamente baixo?”

6 – Utilize melhor os dados que possui
Em alguns casos, “fazer mais com menos” é só uma questão de pegar os dados que os usuários já têm e apresentá-los de uma maneira mais útil. O Órgão de Serviços de Business Intelligence do Departamento da Receita do Estado norte-americano de Wisconsin descobriu um modo de apresentar uma visão plurianual dos dados de impostos em uma única tela, explica a diretora Janna Baganz. “Isso gerou economia de tempo.”

O grupo também combinou dados dos sistemas de auditoria e processamento de renda do Estado, retirando das mãos dos usuários a análise de relatórios de exceção. Agora, quando determinadas regras de negócio excluem uma declaração de imposto de renda do sistema de processamento, a equipe não tem mais que passar 20 minutos executando um relatório manual em outro sistema e, depois, analisá-lo para resolver o problema.

7 – Mantenha seus modelos enxutos
Certifique-se de que você tem um modelo de dados claro e consistente antes de trazer novos dados para o seu data warehouse ou importá-los de alguma outra parte do negócio. Os novos dados têm de estar em conformidade com o modelo adotado. Muitas vezes, diz Millman, informações de fontes ou seções diferentes do negócio são acrescentadas ao data warehouse sem suficiente atenção ao modo como os dados existentes são modelados. Resultado: fica difícil extrair sentido de relatórios ou informações de negócio que permeiam mais de uma seção.

Dados financeiros e de serviço ao cliente, por exemplo, poderiam ser modelados de maneiras totalmente diferentes. A Accenture, observa Millman, gasta muito tempo ajudando seus clientes a rearquitetar o modo de armazenar dados.

8 – Ajude os usuários a entender os dados, não apenas as ferramentas
Não adianta aumentar o número de usuários com acesso a ferramentas de BI se eles não souberem empregá-las. Mas esse não é o maior problema quando se trata de educar o usuário. “A tendência tem sido um front end mais simples e mais intuitivo”, diz Millman. E, sem dúvida, os dashboards ajudaram nisso.

Fonte Computerworld.

Crise provocou recessão mais intensa em 28 anos no país, diz FGV

Postado por admin Em 28 dezembro 2009 Não Cometada

A recessão na economia brasileira causada pela crise global, registrada do quarto trimestre de 2008 ao primeiro trimestre deste ano, foi a mais intensa para um período trimestral nos últimos 28 anos.

A análise é do Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com levantamento do comitê, divulgado nesta segunda-feira (28), a economia brasileira encolheu em média 1,9% por trimestre, durante o período de recessão que se encerrou neste ano.

Este recuo foi mais do que o dobro da redução média trimestral registrada durante a mais longa recessão brasileira, que durou 11 trimestres – do terceiro trimestre de 1989 ao primeiro trimestre de 1992 -, e cujo encolhimento médio por trimestre na economia foi de 0,7%.

“Essa recessão foi, sem dúvida, mais curta, durou apenas dois trimestres. Mas com certeza foi mais forte do que a do período Collor [ex-presidente Fernando Collor de Mello, que exerceu a presidência de 1990 a 1992]“, disse o economista e integrante do comitê Regis Bonelli.

No levantamento, o comitê fez uma cronologia trimestral dos ciclos de negócios brasileiros desde o primeiro trimestre de 1981 até o primeiro trimestre de 2009. Neste período, foram identificados oito períodos recessivos e sete períodos de expansão econômica.

Nas sete recessões anteriores à mais recente, finalizada neste ano, a redução trimestral média do PIB brasileiro foi de 0,8% – bem menos intensa do que a recessão encerrada este ano.

Crescimento

A FGV também identificou o período de crescimento econômico mais longo, que foi de 21 trimestres – do terceiro trimestre de 2003 ao terceiro trimestre de 2008.

O bom momento da economia brasileira foi interrompido pela chegada do período mais agudo da crise global, iniciado em setembro do ano passado. “Foi um período de muita incerteza, de muito medo. A gota d’água foi a falência do [banco norte-americano] Lehman Brothers [em setembro de 2008]“, comentou Bonelli.

Para o especialista, a grande magnitude da recessão brasileira foi causada pelo alcance global da crise, semelhante ao período da Grande Depressão, na década de 30 do século passado. “Mas a recessão, na prática, foi eminentemente uma recessão industrial. A indústria foi o setor mais afetado” comentou Bonelli.

Ele disse que o Produto Interno Bruto (PIB) industrial caiu 12,2% nos dois trimestres de recessão, o que equivale a uma queda média de 6,3% no PIB industrial por trimestre, no período.

“Foi uma queda bem mais intensa do que a do setor de serviços, por exemplo, cujo PIB caiu 0,6% em média, nos dois trimestres de recessão”, comentou. “Mas para o lado da demanda, os investimentos foram muito afetados no Brasil durante a recessão”, afirmou.

Agora, a grande questão para Bonelli é quando a economia brasileira voltará a registrar “picos” de expansão. O último ponto de “auge” no crescimento econômico, de acordo com o comitê, foi registrado no terceiro trimestre do ano passado.

“Essa é a pergunta de um milhão de dólares”, disse, comentando que a economia brasileira apresentou, nos segundo e terceiro trimestres deste ano, crescimento médio de 1,2% por trimestre, uma taxa que, anualizada, seria de 5% ao ano. “Torcemos para que a economia continue a crescer e volte a mostrar picos de expansão mais à frente”, afirmou.

Em seu levantamento, o Codace apurou ainda que o mercado de trabalho voltou a se recuperar no primeiro semestre de 2009 e que os investimentos produtivos privados voltaram a crescer, com forte aceleração no terceiro trimestre deste ano.

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